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O JORNAL DA ACI-BM

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  Em 1997 a ACI-BM, na gestão de Emilio Maia Gishkov,  criou o jornal “O Boto”, publicado  daquele ano até 2.000.   Na primeira edição, reproduzida acima, há um relatório das atividades da associação.  Algumas delas:  1986 - Ação junto ao Ministério Público visando impedir que a Prefeitura Municipal de Tramandaí continuasse a retirar areia da praia de Imbé. A prefeitura de Tramandaí em acordo suspendeu a atividade contra o meio ambiente. 1986  - Ação Civil Pública junto ao Ministério Público, na qual a ACIBM foi assistente contra os aterros dos lagos Armazém e Tramandaí. O Tribunal de Justiça do Estado decidiu em favor do Ministério Público e ACIBM. 1986 - Ação Civil Pública junto ao Ministério Público, na qual a ACIBM foi assistente contra a construção dos molhes, que entraram mar a dentro e fixando a barra, mas que determinaria o avanço do mar, pela erosão da praia de Imbé (cerca de 150m destruindo avenidas, residências, ...). A obra foi em...

UNIDOS CONTRA A POLUIÇÃO

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  O II Encontro Ecológico em Capão da Canoa, realizado neste domingo, 23  de junho, na Praça do Farol, foi considerado pelos organizadores um ato importante pela visibilidade e busca da consciência da população para os problemas da região. Entre as entidades apoiadoras esteve a Associação Comunitária de Imbé-Braço Morto (ACI-BM), representada pelo seu vice-presidente Álvaro Nicotti. O encontro foi uma iniciativa do Som Solidário em parceria com o Movimento Unificado em Defesa do Litoral Norte do Rio Grande do Sul (MOVLN), com o propósito de exaltar a vida e a cultura do Litoral Gaúcho, suas praias, lagoas, paisagens e relevos, através da arte, música, cultura e ciência.  As entidades estão unidas na luta pelo ecossistema da região, hoje fragilizado pela especulação imobiliária e crescimento desordenado dos centros urbanos. Defende que o litoral pode crescer e se desenvolver de forma saudável, horizontal e humana e, por esse motivo, aposta no conhecimento, na ciência e na ...

NOVA PONTE: UMA SUCESSÃO DE ERROS

Eng. Ambiental Heitor Aiquel Campana Presidente da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto A Prefeitura Municipal de Imbé entrou com dois pedidos simultâneos junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) para licenciar a nova ponte, junto à foz do rio Tramandaí. Um simples, usado para obras de pouco ou nenhum impacto ambiental, e outro completo, para obras de maior porte, que exigem Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA). Como o objeto é o mesmo, um dos processos fatalmente não será concluído, e as taxas pagas terão sido perdidas. O primeiro deles (processo 1707) envolveu o que se chama licenciamento simplificado via "Licença Única". Neste pedido a prefeitura pagou uma taxa de R$ 44.402,61. A FEPAM apontou necessidade de esclarecimentos e o processo está parado desde abril, aguardando resposta. Cabe dizer que a Licença Única não se aplica a uma obra como o de uma ponte. Portanto, a prefeitura errou o processo e acabou gastando o...

ASFALTO, MOEDA DE TROCA

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ATHOS STERN Engenheiro, ex-presidente da Associação Comunitária de Imbé-Braço Morto    Assim como se generalizou, entre os políticos, a crença de que enterrar canos de esgoto não dá voto, cobrir as ruas e avenidas de asfalto se tornou, há décadas, uma forma barata e eficiente de "pavimentar" suas carreiras.  Um dos melhores exemplos é o de Hugo Simões Lagranha (1918 - 2015).  Várias vezes prefeito de Canoas, sua maior obra foi asfaltar, uma a uma, quase todas as vias da cidade. Mais de cinco décadas depois, a prefeitura de Tramandaí anuncia um "asfaltaço", e a de Imbé investe preciosos recursos da mesma maneira. Em Porto Alegre, até uma pequena rua calçada com pedras centenárias, localizada em frente ao Santuário de Nossa Senhora das Dores, foi tapada de asfalto, mesmo tombada como patrimônio histórico.  Prefeitos astutos e sagazes encontram-se em uma posição privilegiada para direcionar as verbas de manutenção para a pavimentação das ruas, transformando o asfal...

LAGOAS DO LITORAL AMEAÇADAS DE CONTAMINAÇÃO

  A SOLUÇÃO É LANÇAR OS EFLUENTES DAS ETEs NO MAR Athos Stern Engenheiro Ex-presidente da Associação Comunitária de Imbé-Braço Morto A Corsan afirma que os efluentes do esgoto tratado na estação de Xangrilá e lançados por uma tubulação nas águas das lagoas e   no rio Tramandaí serão   95 por cento livres de impurezas, o que eliminaria   o risco de contaminação. A empresa garante que a definição do rio Tramandaí como destino final dos efluentes, depois de tratados, foi embasada em estudos técnicos e  possui licenciamento aprovado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).  A nova tubulação entrará em funcionamento a partir de novembro e levará para lançamento no final da rede, no rio Tramandaí, o esgoto tratado daquele município, permitindo, assim, a liberação, pela prefeitura, da construção de edifícios, com a consequente multiplicação da carga de esgoto cloacal. Outras estações de tratamento (ETEs) estão sendo construídas em municípios do ...