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AS LAGOAS DO LITORAL NORTE DO RS NÃO PODEM RECEBER OS EFLUENTES DAS ETEs

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                                 Foto: Clovis Heberle ATHOS STERN Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto Premissa central (inegociável) para o sistema lagunar Tramandaí-Armazém:   Não existe solução tecnicamente aceitável que envolva lançamento contínuo de efluentes — ainda que “tratados” — em sistema lagunar costeiro de baixa renovação hídrica. Portanto, a solução correta  não é um ajuste pontual , mas uma  mudança de paradigma . 1. Princípio orientador da solução A política de saneamento do Litoral Norte  deve obedecer simultaneamente  a quatro critérios técnicos: 1.       Isolamento do sistema lagunar  de cargas crônicas de poluentes; 2.       Remoção avançada de nutrientes e contaminantes emergentes ; 3.       Não transferência de risco...

SC NÃO É UM EXEMPLO. PELO CONTRÁRIO

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  A defesa do porto em Arroio do Sal, apoiada no suposto “exemplo bem-sucedido” de Santa Catarina, não é apenas equivocada. Ela é tecnicamente falsa, ambientalmente irresponsável e intelectualmente desonesta. ATHOS STERN Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Ex-presidente e consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto Usar praias catarinenses como vitrine positiva  ignora dados oficiais, despreza a oceanografia costeira e viola o princípio mais básico do planejamento ambiental: não importar modelos incompatíveis com o território . SANTA CATARINA NÃO É MODELO. É UM CASO DOCUMENTADO DE DEGRADAÇÃO Pesquisadores comprovam que microplásticos vindos dos portos de Itajaí e Imbituba estão chegando às praias de SC  Em janeiro de 2026, Santa Catarina ultrapassou  100 pontos impróprios para banho , incluindo áreas turísticas consolidadas, praias centrais e ambientes historicamente valorizados. Trata-se de  contaminação fecal recorrente , não epis...

ALERTA AO LITORAL NORTE DO RS

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NOTA TÉCNICA SOBRE OS RISCOS ECONÔMICOS, AMBIENTAIS,  URBANÍSTICOS  E DEMOGRÁFICOS DECORRENTES DA CONSTRUÇÃO DE  UM PORTO EM MAR ABERTO  EM ARROIO DO SAL  Athos Stern Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Ex-presidente e consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto A hipótese de implantação de um porto em mar aberto no município de Arroio do Sal configura um  evento de risco estrutural elevado , com potencial de produzir  danos econômicos, territoriais, ambientais e sociais de natureza sistêmica, cumulativa e irreversível  sobre o Litoral Norte do Rio Grande do Sul, comprometendo um dos poucos vetores regionais de crescimento, retenção populacional e geração de renda do Estado. Sob a ótica da política pública, trata-se de uma  decisão incompatível com os princípios da eficiência econômica, da precaução ambiental, da razoabilidade territorial e do interesse público intergeracional , além de colidir frontalmente com qualquer es...

PORTO EM ARROIO DO SAL

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  QUEM VAI LUCRAR - E  QUEM VAI PAGAR A CONTA Athos Stern Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto Porque a população do Litoral Norte   não será a beneficiária . Será a  vítima permanente . 1. Quem lucra com o porto? Certamente não quem mora aqui O lucro do Porto Meridional  não ficará em Arroio do Sal, nem em Torres, Capão, Imbé ou Tramandaí . Ele será apropriado por: grupos empresariais e fundos privados; cadeias logísticas externas ao território; interesses exportadores que  não vivem aqui  e  não ficarão aqui . Já os municípios do Litoral Norte receberão: erosão costeira; pressão urbana; aumento de custos públicos; degradação ambiental permanente. Isso não é desenvolvimento regional. É  extração de valor com socialização do dano . 2. A “recompensa” oferecida à população é perder as praias? O que está sendo colocado na mesa é um escambo inaceitável: algumas promessas vagas de empr...