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IMBÉ: DE CIDADE JARDIM A CIDADE CONCRETO

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  DO CONCEITO DE “CIDADE JARDIM” AO AVANÇO DA “CIDADE CONCRETO” — TIPIFICAÇÃO JURÍDICA DAS CONDUTAS E ALERTA À SOCIEDADE ATHOS STERN Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Ex-presidente e consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto O que está em curso no Município de Imbé não se trata de mera escolha administrativa: trata-se, sob análise técnica e jurídica rigorosa, de um conjunto de condutas potencialmente ilícitas, com fortes indícios de violação à legislação ambiental, urbanística e aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública. Não há aqui espaço para relativizações. Quando intervenções públicas produzem degradação ambiental, aumento de risco hidrológico e supressão de funções ecológicas protegidas por lei, estamos diante de matéria de ordem pública, sujeita à responsabilização civil, administrativa e penal. I – DA CONDIÇÃO GEOTÉCNICA E HIDROLÓGICA IGNORADA O Litoral Norte do Rio Grande do Sul — e, de forma ainda mais crítica, o Município de ...

O PERFIL DE UM PREFEITO RESPONSÁVEL

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  Gestores focados na preservação ambiental, com projetos de longo prazo, voltados para a qualidade de vida da população, deveriam ser a regra, mas infelizmente não são - pelo contrário.  No litoral norte do Rio Grande do Sul,  um péssimo exemplo: em Imbé, valas de drenagem (foto abaixo) estão sendo aterradas e substituídas por canos. ATHOS STERN Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Ex-presidente e consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto O futuro do Litoral Norte do Rio Grande do Sul está sendo definido agora — e passa diretamente pelas decisões de gestão pública adotadas hoje. Em regiões ambientalmente sensíveis, como a bacia do Rio Tramandaí, não há espaço para improviso. Cada intervenção mal planejada gera impactos que se prolongam por décadas. Um excelente prefeito no litoral é aquele que: governa com base em  ciência e engenharia , e não em improviso compreende que o meio ambiente  não é obstáculo , mas sim infraestrutura natural esse...

DEFENDER O LITORAL - OU ABANDONÁ-LO

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  Construir um porto no rio Tramandaí, com a fixação da barra e o acesso por molhes que entrariam mar adentro, é uma ideia que existe desde os anos 1950. Mas antes de torná-la realidade, o então Departamento Estadual de Rios e Canais - Deprc - pediu uma análise do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Ufrgs para avaliar as consequências ambientais da obra. O estudo, concluído em 1965, demonstrou que a construção de molhes provocaria forte erosão em Imbé (até cerca de 160 m de recuo da praia), razão pela qual a obra foi considerada ambiental e urbanisticamente inviável. A opção pela guia corrente (foto acima) se revelou adequada. Agora, seis décadas depois, volta-se a cogitar a construção de portos no litoral norte do RS. Cabe à população lutar para que a ambição desmedida não acabe causando danos irreparáveis. Na simulação abaixo, o que seria um porto em Arroio do Sal, no litoral norte. O Litoral Norte do Rio Grande do Sul está diante de uma escolha histórica. ATHOS STERN Engenhe...