O QUE VOCÊ VAI PERDER COM UM PORTO EM ARROIO DO SAL
ATHOS SERN
Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs
Ex-presidente e consultor da Associação Comunitária de Imbé-Braço Morto
Caros moradores, veranistas e autoridades de Arroio do Sal,
O Litoral Norte do Rio Grande do Sul não é um território vazio.
É um dos poucos lugares do Estado onde ainda há crescimento, qualidade de vida e futuro.
E é exatamente isso que está em risco.
A proposta de implantação de um porto em Arroio do Sal não representa progresso.
Representa uma mudança estrutural profunda — com impactos irreversíveis, cumulativos e permanentes.
Este não é um debate técnico distante.
É uma decisão que vai mudar a sua vida.
O QUE HOJE VOCÊ TEM — E PODE PERDER
Hoje, o Litoral Norte oferece:
• praias limpas e próprias para banho
• ar puro e baixa poluição
• tranquilidade e segurança relativa
• trânsito leve e vida urbana equilibrada
• valorização imobiliária contínua
• turismo forte e crescente
• atração de novos moradores
• pesca artesanal e cultura local viva
• paisagens naturais preservadas
Isso não é acaso.
Isso é um patrimônio construído ao longo de décadas.
O QUE UM PORTO REALMENTE TRAZ
EM ARROIO DO SAL
• Trânsito pesado 24 horas por dia
• Circulação constante de caminhões dentro da cidade
• Aumento significativo de acidentes
• Poluição do ar e da água
• Ruído contínuo, inclusive à noite
• Pressão sobre saúde, segurança e infraestrutura
• Sobrecarga do saneamento
• Desvalorização dos imóveis
• Perda da vocação turística
• Industrialização da paisagem
TRADUZINDO:
• A cidade deixa de ser lugar de viver
• E passa a ser lugar de passagem de carga
• A rotina deixa de ser tranquila
• E passa a ser barulho, trânsito e risco
• O custo de vida sobe
• E a qualidade de vida cai
Você não ganha qualidade de vida com um porto.
Você perde o que já tem.
IMPACTO EM TODO O LITORAL NORTE
• Perda progressiva de praias
• Erosão costeira acelerada
• Alteração das correntes e sedimentos
• Impactos na Lagoa de Itapeva e sistemas naturais
• Queda do turismo regional
• Desvalorização imobiliária em cadeia
• Redução da atratividade da região
ENTENDA:
• O impacto não fica em um ponto
• Ele se espalha
• Não é temporário
• É permanente
• Não é reversível
• É acumulativo
Um porto não afeta só Arroio do Sal.
Afeta todo o litoral.
QUEM PAGA ESSA CONTA
• Altos custos públicos de manutenção
• Dragagens permanentes
• Obras caras de infraestrutura
• Falta de ferrovia e logística adequada
NA PRÁTICA:
• Um projeto caro para construir
• E ainda mais caro para manter
• Dependente de dinheiro público
• Com retorno incerto
O lucro pode ser de poucos.
O custo será de todos.
O IMPACTO NA VIDA DAS PESSOAS
• Moradores começam a sair
• Investimentos perdem valor
• A região perde atratividade
• A desigualdade aumenta
• Comunidades se descaracterizam
Não é só o território que muda.
É o seu modo de viver.
O QUE ESTÁ EM JOGO
Não é apenas um porto.
É:
• sua qualidade de vida
• seu patrimônio
• sua cidade
• seu futuro
Desenvolvimento não destrói o que já funciona.
Isso não é desenvolvimento.
CHAMADO À AÇÃO
Sem mobilização, esse projeto avança.
Por isso, é fundamental:
• exigir estudos técnicos independentes
• cobrar transparência total
• participar de audiências públicas
• pressionar vereadores e gestores
• compartilhar informação
Quem decide não pode ser apenas quem constrói.
Quem vive aqui precisa decidir.
FRASES REALISTAS:
PORTO HOJE. PROBLEMA PARA SEMPRE.
VOCÊ NÃO VAI GANHAR UM PORTO.
VOCÊ VAI PERDER UM LITORAL.
O QUE LEVOU DÉCADAS PARA CONSTRUIR
PODE SER PERDIDO EM POUCOS ANOS.
MAR VIVO OU PORTO — OS DOIS NÃO COEXISTEM.
SE NÃO AGIR AGORA, DEPOIS NÃO TEM VOLTA.
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