A PONTE E A FEPAM

 

Desde  que a prefeitura de Imbé divulgou o projeto de construir duas pontes na foz do rio Tramandaí a Associação Comunitária de Imbé-Braço Morto tem manifestado a sua preocupação com os impactos da obra sobre o meio ambiente e o bem-estar da população de Imbé e de Tramandaí, também afetada.

A Fepam - Fundação Estadual de Proteção Ambiental - acaba de enviar para a prefeitura uma série de questionamentos para autorizar a Licença Prévia (LP) necessária para que uma intervenção deste porte. Coincidentemente ou não, refletem o pensamento dos consultores da ACI-BM :


1. Acessibilidade: Como será garantido o acesso à ponte binária através de ruas estreitas,

com apenas 7 metros de largura, em ambos os municípios?

2. Impacto no Bem-Estar: Quais medidas serão tomadas para evitar que o tráfego de

automóveis, ônibus, máquinas pesadas de terraplenagem, caminhões e outros veículos

não comprometam o sossego e o bem-estar das famílias residentes nessas ruas

residenciais e estreitas?

3. Emissões de Poluentes: Como será evitada a emissão de gases de combustão

provenientes deste tráfego pesado em ruas tão estreitas, de modo a não afetar a saúde

das famílias residentes?

4. Poluição Sonora: Quais soluções serão implementadas para mitigar o ruído gerado

por este tráfego pesado, especialmente para os residentes que vivem extremamente

próximos a este fluxo em áreas estritamente residenciais?

5. Consulta Pública: A população residente nas áreas afetadas será ouvida durante o

processo?

6. Saúde e Meio Ambiente: Como será garantido que os ruídos, vibrações e gases

prejudiciais à saúde não afetarão os moradores dessas regiões residenciais, bem como

a prática da Pesca Colaborativa entre pescadores e botos?

7. Preservação da Pesca Colaborativa: Por que a Pesca Colaborativa deixou de existir

em outros locais, restando apenas em três no mundo, incluindo a foz do rio

Tramandaí?

8. Alternativas de Localização: Por que não optar pela instalação das novas pontes em

outro local, como na atual localização das pontes existentes, substituindo as que estão

em más condições ou reforçando-as, se possível?

9. Histórico de Impacto Ambiental: Considerando que os danos ambientais das pontes

existentes foram causados há mais de 50 anos, por que não utilizar este local para

instalar as novas pontes?

Após a análise de todos esses itens, é esperado que a FEPAM não

concorde com os danos ambientais, a perda da Pesca Colaborativa e a consequente

privação de sustento de centenas de pescadores.

Comentários

  1. A melhor saída para esse problema é a substituição da velha ponte ou sua reforma.

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  2. Vocês já pensaram o "porque" desejam eliminar as pontes existentes ao invés de substituí-las ou reforça-las, sendo a melhor localização para elas?
    O pensamento de políticos sempre visam lucros!

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  3. Também acho que o melhor é reformar a ponte atual. Contudo, a questão do congestionamento do trânsito não será resolvida. O gargalo de Tramandaí é praticamente insuperável devido à largura da Fernandes Bastos, calçadão da Emancipação , confluência de 3 avenidas e 2 ruas na cabeceira! Já no Imbé temos o encontro da Rio Grande, Osorio e Tramandaí.

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