ALTERNATIVAS VIÁRIAS: COMO MELHORAR A FLUIDEZ BLOQUEANDO VIAS?
Prof. André Baldraia
Ceclimar/Ufrgs
Consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto
O título do texto é contraintuitivo, afinal bloquear vias diminui o espaço para a circulação viária, mas o bloqueio de rotatórias e cruzamentos associado ao uso de outros retornos pode contribuir para a fluidez viária e a melhoria da circulação.
Grosso modo, se pode considerar que o município de Imbé tem apenas três ligações rodoviárias intermunicipais (de acesso e saída), dois com o município de Osório e um com a cidade de Tramandaí através da Ponte Giuseppe Garibaldi.
Uma ligação rodoviária com o município de Osório é aquele realizado pela avenida Beira-Mar, cujo traçado rente à linha de praia, atravessa um campo de dunas, no limite entre as localidades de Imara e de Atlântida Sul. Dadas as características e a condição da via, esse acesso muito raramente apresenta condição de tráfego lento por conta da quantidade de veículos, o mesmo não pode ser dito dos outros dois acessos rodoviários que costuma(va)m apresentar maiores problemas de fluidez viárias nos dias mais movimentados do verão.
A segunda ligação é aquela existente na junção da Estrada do Mar (RS 389) com a RS 786. Não era incomum, a ocorrência de congestionamentos no segmento final desta última via, pouco antes de juntar-se aquela outra. Há uma tendência de redução do congestionamento neste trecho, graças as alterações que estão sendo realizadas nesse entroncamento viário.
Imagem 1 - Antigo traçado do entroncamento da RS-389 com a RS-786. Data: 07/01/2025
Imagem 2 e 3 - RS 389 vista desde a RS 786. Data: 07/01/2025
A imagem 2 mostra o trecho interditado e agora inativo do antigo retorno que dava acesso ao município de Imbé para veículos que vinham de Xangri-lá. Já a imagem 3 mostra agora o único acesso ao município de Imbé por esta via, pois o(s) veículo(s) que para lá se dirigem, vindos do sentido Xangri-lá-Osório, para acessá-lo, deverão seguir pelo retorno novo e alongado, transpor a via, mudando para a faixa da direita para atingir o acesso pela pista no sentido Osório-Xangri-lá.
Eliminar cruzamentos e alongar o caminho para realizar o retorno, eis os dois pontos centrais das intervenções viárias ali realizadas garantir a fluidez viária. Aliás, essa é uma prática recorrente em outro entroncamento viário do município de Xangri-lá, especialmente no verão, período em que o tráfego viário ali aumenta consideravelmente.
Imagem 4 - Entroncamento da RS-389 com a RS-407. Data: 08/01/2025
Imagem 5 - Segmento da RS-389 até o posto da polícia rodoviária. Data: 08/01/2025
É prática corriqueira a realização do bloqueio nesta rotatória e o desvio do fluxo para a rodovia RS 389, cujo retorno na altura do Km 29 permite o retorno e o acesso à Xangri-lá.
Trago esse tema para a reflexão com o intuito de apontar estratégias que podem contribuir para melhorar a fluidez viária nas vias do em torno da Ponte Giuseppe Garibaldi. É notório que em algumas épocas o fluxo viário nessa região é bastante intenso que resultam em transtornos viários nas duas cabeceiras da ponte. E se as prefeituras dos municípios situados em cada ponta da ponte bloqueassem trechos de vias nos dias de maior fluxo e redirecionasse o trânsito por ali.
Imagem 6 – Rotatória na avenida Osório, em Imbé. Data: 01/01/2025
Se a rotatória retratada na imagem 6 ficar temporariamente bloqueada, os veículos que tentam acessá-la pela avenida Nilza Costa Godoy teriam que acessar a avenida Osório, sentido centro de Imbé, para só posteriormente acessarem o sentido oposto e seguirem em direção à Tramandaí. Não é este o princípio que guia a intervenção no trevo de acesso à Xangri-lá, vindo pela RS 407?
Se, do outro lado da ponte, a prefeitura de Tramandaí bloquear o cruzamento entre a avenida Emancipação e Fernandes Bastos, seguramente melhorará o fluxo viário. Aliás, o município de Tramandaí, já realiza bloqueio (imagem 7) nessa área, basta verificar que em alguns períodos, ocorre um bloqueio do acesso da avenida da Igreja para a avenida Fernandes Bastos, fato que, como já mencionado acima impede a ocorrência de colisões laterais no cruzamento e contribuir para a melhoria da fluidez viária local ao impedir que, eventualmente, ocorra o bloqueio da pista com um veículo.
Imagem 7 – Bloqueio na rotatória da avenida da Igreja, em Tramandaí. Data: 05/01/2025
Em suma, há alternativas viárias, relativamente simples e baratas, que poderiam contribuir para mitigar os problemas de fluidez viária no em torno da ponte Giuseppe Garibaldi. Os exemplos estão citados não estão longe e poderiam ser analisados para serem implementados por aqui.
Nota do editor: em maio de 2021, quando o projeto das pontes foi anunciado, o prof. André Baldraia analisou o assunto num artigo publicado no jornal Dimensão, de Tramandaí.
O artigo continua atualíssimo.
https://acimbe.blogspot.com/2021/05/uma-nova-ponte-e-gasto-ou-investimento
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