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Mostrando postagens de janeiro, 2026

ALERTA AO LITORAL NORTE DO RS

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NOTA TÉCNICA SOBRE OS RISCOS ECONÔMICOS, AMBIENTAIS,  URBANÍSTICOS  E DEMOGRÁFICOS DECORRENTES DA CONSTRUÇÃO DE  UM PORTO EM MAR ABERTO  EM ARROIO DO SAL  Athos Stern Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Ex-presidente e consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto A hipótese de implantação de um porto em mar aberto no município de Arroio do Sal configura um  evento de risco estrutural elevado , com potencial de produzir  danos econômicos, territoriais, ambientais e sociais de natureza sistêmica, cumulativa e irreversível  sobre o Litoral Norte do Rio Grande do Sul, comprometendo um dos poucos vetores regionais de crescimento, retenção populacional e geração de renda do Estado. Sob a ótica da política pública, trata-se de uma  decisão incompatível com os princípios da eficiência econômica, da precaução ambiental, da razoabilidade territorial e do interesse público intergeracional , além de colidir frontalmente com qualquer es...

PORTO EM ARROIO DO SAL

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  QUEM VAI LUCRAR - E  QUEM VAI PAGAR A CONTA Athos Stern Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Consultor da Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto Porque a população do Litoral Norte   não será a beneficiária . Será a  vítima permanente . 1. Quem lucra com o porto? Certamente não quem mora aqui O lucro do Porto Meridional  não ficará em Arroio do Sal, nem em Torres, Capão, Imbé ou Tramandaí . Ele será apropriado por: grupos empresariais e fundos privados; cadeias logísticas externas ao território; interesses exportadores que  não vivem aqui  e  não ficarão aqui . Já os municípios do Litoral Norte receberão: erosão costeira; pressão urbana; aumento de custos públicos; degradação ambiental permanente. Isso não é desenvolvimento regional. É  extração de valor com socialização do dano . 2. A “recompensa” oferecida à população é perder as praias? O que está sendo colocado na mesa é um escambo inaceitável: algumas promessas vagas de empr...

UMA OBRA ABSURDA EM PLENA EMERGÊNCIA CLIMÁTICA

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  O projeto de construção de pontes estaiadas  neste local é um acúmulo de erros com consequências previsíveis.  ATHOS STERN Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Consultor e ex-presidente da Associação Comunitária de Imbé – Braço Morto Há projetos que nascem ultrapassados. Outros nascem perigosos. Alguns, como a proposta de construção de  duas pontes estaiadas na foz do rio Tramandaí , nascem como um erro histórico anunciado. O ditado popular resume com precisão o que está sendo feito:  “colocar a carreta na frente do boi” . Avança-se com uma obra de grande porte, altamente impactante e localizada em área extremamente sensível,  sem enfrentar previamente as questões essenciais : a crise climática, a elevação acelerada do nível do mar, os impactos cumulativos sobre o ecossistema, a pesca artesanal com botos, a qualidade de vida urbana e o futuro da própria infraestrutura proposta. 1. UMA OBRA CONCEBIDA PARA FICAR SUBMERSA Os acessos às pontes estaiadas ...

PASSADO E FUTURO: QUANDO OS SINTOMAS CONVERGEM

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  Os milhares de frequentadores das praias do rio/lago Guaíba até a década de 1970 jamais imaginariam que, pouco tempo depois, estas águas estariam perigosamente contaminadas, e para bebê-las seriam necessárias grandes quantidades de produtos químicos. As águas das lagoas do litoral gaúcho ainda têm boa qualidade, mas estão cada vez mais ameaçadas.  ATHOS STERN Engenheiro, professor aposentado da Ufrgs Consultor da Associação Comunitária de Imbé-Braço Morto Na véspera de um novo ano, a  Associação Comunitária de Imbé – Braço Morto (ACIBM) , entidade civil sem fins lucrativos, fundada em 1985, de caráter apartidário e com atuação histórica na defesa do território, do meio ambiente e da vida, soma-se ao  ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES DE 2025 do MOVIMENTO UNIFICADO EM DEFESA DO LITORAL NORTE (MOVLN) , reafirmando publicamente seu compromisso técnico, ético e político com a proteção ambiental e com a justiça climática. Este encerramento não se apresenta como um gesto simbó...